As cidades brasileiras vivem o seu pior momento. Pelo menos esta é a opinião do antropólogo, historiador e poeta Antonio Risério. Diante de tanto caos e problemas típicos da vida urbana - moradia, trânsito, violência, entre outros - a situação se apresenta como irreversível. "Atravessamos a maior crise urbana da história brasileira", afirma Risério. Mas isso não quer dizer que tudo está necessariamente perdido; os governantes tem consciência da complexidade dos problemas. Acontece que, para o antropólogo, "o Brasil é um país que, por flexibilidade ou por hipocrisia, chega muito fácil a certos consensos, mas não realiza as coisas".
Em entrevista ao Aliás do jornal O Estado de São Paulo, Risério discute as questões urbanas com maestria e acredita ser possível reverter a situação. Comenta sobre a Copa do Mundo e as Olimpíadas ("o Brasil tende a ser o paraíso do autoengano"), os rolezinhos, a poluição dos rios, as enchentes crônicas, o transporte público versus o individual e as segregações sociespacial e socioterritorial.
Leia toda a entrevista "Em busca do urbanismo perdido" aqui.

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