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  1. A relatividade do tempo

    quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

    Durante o processo de amadurecimento no decorrer da vida, descobrimos que o tempo é relativo. Há momentos que voam e outros que parecem durar uma eternidade. Desde cedo aprendemos a calcular e medir o tempo pelo relógio e pelo calendário, mas as sensações são sempre as mesmas: sentimo-nos frustrados diante das angústias que demoram a ir embora e sequer desfrutamos os melhores acontecimentos; eles se vão num piscar de olhos. Os meses de trabalho são intermináveis e as férias curtas demais. Os finais de semana passam na velocidade da luz, enquanto os demais dias caminham mais devagar do que passos de tartaruga.
    Vivemos nos queixando da falta de tempo para fazermos aquilo que gostamos e até mesmo para dar conta de todos os deveres. Às vezes, quando nos sobre tempo, não conseguimos utilizá-lo da melhor forma possível e bate o arrependimento, sobretudo quando comparamos nossa rotina com a de outras pessoas que parecem desfrutar o tempo de forma mais proveitosa.
    Passamos, então, a questionar a relatividade do tempo quando pensamos que todos os dias e todas as pessoas têm as mesmas 24 horas. Para além do fato de alguns terem mais regalias e privilégios, o que pode fazer nosso tempo ser mais bem aproveitado são as nossas escolhas.
    Infelizmente, somos estimulados a valorizar mais o trabalho do que a vida em família. Basta fazer as contas: quanto tempo passamos trabalhando e quanto ficamos com aqueles que amamos? Somos induzidos a perder mais tempo no mundo virtual ou com futilidades do cotidiano do que viver experiências realmente enriquecedoras e que podem nos transformar enquanto seres humanos, como ler, viajar, curtir a natureza, realizar um trabalho voluntário. 
    Está certo, o trabalho é extremamente importante e se tornou a principal fonte de sobrevivência. Porém, o que levaremos da vida? Será que daqui alguns anos nos lembraremos das nossas horas-extras ou dos passeios ao pôr-do-sol (ou de qualquer outro momento que nos deixou mais leves)? Quando temos a oportunidade de avaliar o peso de nossas escolhas e prioridades podemos fazê-las sem medo e crentes de nos ajustarmos melhor com o cronômetro.
    Não adianta ficar planejando ou adiando as tomadas de decisões, prometendo tudo para 2015, já que agora é tarde demais. Até porque quase nunca cumprimos nossas promessas de ano-novo e temos a tendência pessimista de avaliar o que não fizemos ao invés de olhar para as nossas conquistas. Nem sempre é necessário esperar para começar. O tempo não anuncia a hora em que devemos iniciar nossas escolhas e nossas ações. Que em 2015 possamos ter mais tempo para o que realmente faz nossa vida valer a pena ser vivida cada minuto. As outras metas vêm com nossos esforços... E com o tempo.
    Feliz 2015, com muita sabedoria e serenidade!



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